SNS precisa de financiamento adequado

SNS precisa de financiamento adequado
O Presidente do Conselho Regional Sul da Ordem dos Médicos defende um aumento do financiamento da saúde no Orçamento de Estado de 2019 para melhorar a capacidade de resposta na prestação de cuidados de saúde à população.
Alexandre Valentim Lourenço disse-o no final de uma visita ao Hospital de S. Bernardo, em Setúbal,no dia 24 de maio, onde deparou com uma urgência sobrelotada, que padece de falta de profissionais e de falta de espaço, e depois de uma reunião com médicos daquela unidade hospitalar para debater os problemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
"É preciso dar mais importância e aumentar o PIB `per capita´ dedicado à saúde, de forma a responder, não só aos problemas da emergência, mas também aos problemas da prevenção, do tratamento e da evolução dos cuidados de saúde", disse à Agência Lusa, na ocasão, Alexandre Valentim Lourenço.
"O PIB `per capita´ antes da intervenção da `troika´ andava à volta dos 6,5% para a saúde no SNS, no anterior Governo era de 5,3% e atualmente está nos 4,8%. Estamos mais abaixo do que estávamos na altura da intervenção da `troika", disse, salientando que alguns países europeus gastam "oito e nove por cento" do PIB na saúde.
Confrontado com o crescimento do setor privado na área da saúde, Alexandre Valentim Lourenço reconheceu que o dinheiro do Estado canalizado para o setor privado seria mais útil no SNS.  
"Ao canalizar para o exterior contratualizações à peça, para empresas que, muitas vezes, não têm rosto, e que não estão sob a alçada dos diretores clínicos e diretores de serviço, estamos a piorar muito a qualidade. E, por isso, esse dinheiro que é investido fora do sistema, se for colocado no SNS, claramente, vai permitir melhorar muito", disse.
Referindo-se ao Hospital S. Bernardo, o presidente do Conselho Regional Sul da Ordem dos Médicos considerou que o serviço de urgência está subdimensionado para a população e carente, quer de recursos humanos, quer de espaço, e lembrou que há a promessa de um novo serviço de urgência para aquela unidade hospitalar, mas que tarda em ser concretizada.
"Há um serviço de urgência prometido há muitos anos e que não vemos meio de ser efetivado. A qualidade da assistência aos doentes da região está afetada por esta falta de capacidade do serviço de urgência de responder às populações. O serviço de urgência canibaliza toda a capacidade do hospital de trabalhar de uma forma calma. Vive-se em função da urgência, que funciona mal e, por isso, os médicos e outros recursos são desviados para este serviço, não se fazendo aquilo que o hospital sabe fazer bem", disse.
"Não há médicos novos - os concursos são sistematicamente atrasados - e os que se mantêm no hospital estão a atingir o limite de idade e um cansaço extremo e não conseguem responder às solicitações", acrescentou Alexandre Valentim Lourenço, advertindo que estes problemas, comuns a vários hospitais, estão a atingir alguns serviços que estavam protegidos, como a maternidade e a urgência pediátrica.
A delegação do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos que visitou o hospital incluiu também o Vogal João Furtado e o Presidente do Conselho Sub-regional de Setúbal, Daniel Travancinha. Os membros da Ordem foram acompanhados pelos dirigentes sindicais Jorge Espírito Santo (FNAM) e Pinto de Almeida (SIM).
25 de maio de 2018

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