"Há algum desequilíbrio no mundo de hoje"

"Há algum desequilíbrio no mundo de hoje"

O Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos e a editora Gradiva promoveram mais um debate, desta vez sobre o tema do livro de Luís Portela. No dia 19 de julho, um auditório repleto de interessados seguiu as intervenções, colocou questões e ouviu, no final, o autor com uma explicação simples sobre o seu livro.

Luís Portela considerou que "no séc. XX, a Humanidade fez um trajeto fantástico, na evolução científica e tecnológica", mas enfatizou em demasia esses aspetos em detrimento das questões do espírito. Para o CEO histórico da Farmacêutica Bial e atual presidente da Fundação, "Há algum desequilíbrio no mundo de hoje e as pessoas estão muito focadas no ter e pouco focadas no ser".

O autor revelou que esta é uma preocupação que tem sentido, por isso escreveu um livro que traduz a necessidade de "se focar a atenção nas pessoas e em conhecer bem quem somos", dando ênfase ao pensamento e ao que a ciência nos pode ensinar sobre ele.

Luís Portela tem a ambição de conseguir, com o seu livro, que se perceba bem que contribuir para um mundo melhor "é passarmos o caminho da tolerância solidária em relação ao outro".

Anabela Mota Ribeiro convocou sempre cada um dos intervenientes no debate para a reflexão sobre a ciência e a possibilidade de esta ajudar a conduzir ao amor.

A Carlos Fiolhais parece-lhe que "não se sabendo bem o que é o amor é natural que se indague e a ciência poderá ser uma das possibilidades" de o ir desvendando, embora não lhe pareça que os cientistas consigam saber melhor o que é o amor do que as outras pessoas.

Já o padre Anselmo Borges acentuou a importância de a razão, mais ligada à ciência, se associar mais com a espiritualidade e, por conseguinte, "com a bondade e a solidariedade", o que contribuirá decerto para que as pessoas sejam felizes. Exatamente "o que nós queremos é ser felizes", considerou.

Mário Simões, psiquiatra, levantou uma questão essencial, que de resto o terá conduzido à escolha da sua especialidade médica. "Quando ouvia delírios, pensava: será que estas pessoas têm um outro tipo de realidade, a capacidade de perceber outras realidades?". Este médico também não está certo que o caminho entre a ciência e o amor seja o mais certo, mas admitiu que "é um caminho possível".

A artista plástica Joana Vasconcelos considerou, por seu turno, que "o título do livro é uma conjugação de diferentes dimensões, a do corpo físico e a do corpo espiritual" e remeteu para uma das suas obras mais famosas - o coração - para explicar que há sempre coisas que faltam na arte e no conhecimento. No caso desta obra, quando lhe perguntam por que falta uma parte no coração ela responde sempre que é a parte da saudade.

Na abertura da sessão, o Bastonário da Ordem dos Médicos elogiou o autor, considerando que Luís Portela "habituou-nos a surpreender e a revelar-se um homem multidimensional". Por isso, em síntese, Miguel Guimarães considera que este livro "é a essência do seu pensamento".

 

19 de julho de 2018

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