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Presidente do CRS adverte para subfinanciamento do SNS

Presidente do CRS adverte para subfinanciamento do SNS

Alexandre Valentim Lourenço adverte que existe uma doença “relacionada com o subfinanciamento da saúde, mas também com a falta de capacidade de pôr em prática algumas das soluções que têm sido negociadas”.


Público, 11 de Março de 2017

 

“Interferência” do Ministério da Saúde “ultrapassou o limite do aceitável”

 

Saúde
Romana Borja-Santos

 

Fórum Médico deixou ontem mensagem clara à tutela: se os problemas da classe não forem resolvidos haverá uma greve.

 

O alerta é feito pelos médicos: a “pressão excessiva e a interferência” do Ministério da Saúde “ultrapassou o limite do aceitável”. A Ordem dos Médicos, os sindicatos do sector e várias associações profissionais destacam, numa declaração conjunta, que a tutela tem de resolver “a muito curto prazo” vários problemas que afectam a classe. Se não o fi zer, os clínicos garantem que vão “desencadear os adequados mecanismos legais de convocação de uma greve nacional dos médicos”.
O comunicado emitido ontem resultou de uma reunião do Fórum Médico, uma estrutura informal que junta a Ordem, os sindicatos e várias associações profissionais, e que não se reunia oficialmente havia 15 anos. Os médicos, na nota, começam por acusar a tutela de ter ultrapassado “o limite do aceitável” na forma como pressiona e interfere “nas boas práticas médicas e, consequentemente, na qualidade da medicina”.
Os clínicos descrevem um cenário com “condições de trabalho que continuam a agravar-se” e falam numa “política deliberada de tentar espartilhar a autonomia técnico-científica e os actos médicos, em nome da sustentabilidade”, associada a uma “violação sistemática da legislação laboral”. “Chegámos a uma situação que já não permite qualquer atitude expectante”, lê-se na nota, que avança com sete medidas aprovadas por “unanimidade e aclamação” pelos médicos.
Entre as medidas estão ideias como “defender um Serviço Nacional de Saúde (...) com o orçamento público adequado” e estimular as organizações médicas a avançarem com um programa de negociações calendarizado.
Os médicos avisam ainda o Ministério da Saúde de que a reposição do valor das horas extraordinárias é de “imperiosa resolução a muito curto prazo”.
O porta-voz do Fórum Médico, Alexandre Lourenço, em declarações ao PÚBLICO, destacou a “plena convergência” entre a Ordem dos Médicos (OM), os sindicatos e associações que representam, por exemplo, os médicos de medicina geral e familiar, de saúde pública ou hospitalares. O também presidente do Conselho Regional do Sul da OM rejeitou que o comunicado represente um ultimato ao ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, mas assumiu que esperam que os problemas mais urgentes sejam resolvidos rapidamente, ou vai haver greve.
Que problemas? À cabeça, destaca a reposição do pagamento das horas extraordinárias, que não está a ser feito de forma igual para todos os profissionais. Mas não é a única questão. O porta-voz engrossa a lista com problemas na capacidade do Serviço Nacional de Saúde em formar mais médicos, em reter os actuais profissionais e em contratar novos. “Está a aproximar-se o Verão e existem férias e necessidades aumentadas. Não teremos médicos com vontade de continuar com esforço e dedicação a colmatar de forma voluntária alguns dos problemas.” Existe uma doença “relacionada com o subfinanciamento da saúde, mas também com a falta de capacidade de pôr em prática algumas das soluções que têm sido negociadas”, sintetiza.

romana.santos@publico.pt


13 de março de 2017

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