OM Sul na Cirurgia do Amadora-Sintra

OM Sul na Cirurgia do Amadora-Sintra

No final da visita, na manhã de 19 de julho, em que foi acompanhado pelo Tesoureiro do Conselho Regional do Sul, Luís Campos Pinheiro, e pelo vogal João Dias Ferreira, Paulo Simões falou aos jornalistas. Nessa altura, alertou para o “risco de implosão” do serviço de Cirurgia Geral do Hospital Fernando Fonseca e apelou para o diálogo entre os cirurgiões que pretendem sair e a nova administração.E, durante as reuniões dessa manhã, invocou várias vezes a necessidade de todos olharem para os doentes e as suas necessidades, que devem ser sempre colocadas como primeira prioridade.
“Aquele serviço tem sido de excelência ao longo dos anos, com qualidade acima da média e com centros de referência que estavam reconhecidos pelo Ministério da Saúde e, neste momento, o risco é de implosão”, disse à agência Lusa o presidente do Conselho Regional do Sul da OM.
Segundo Paulo Simões, a cirurgia do Hospital Amadora-Sintra deveria ter cerca de 30 cirurgiões, mas atualmente só tem 16, oito dos quais pretendem deixar o serviço.
O dirigente explicou que esta possível saída dos oito especialistas deve-se ao regresso, previsto para 14 de agosto, de dois colegas que foram suspensos por três meses, depois de terem denunciado más práticas no serviço, acusações que não se confirmaram numa peritagem feita pelo colégio da especialidade da Ordem dos Médicos.
“Eu percebo que quem está no serviço neste momento não esteja disponível para receber novamente as duas pessoas que, durante meses, andaram a recolher informações e foram pô-las na boca do mundo, dizendo que eram uns incompetentes e uns inaptos”, acusações “que não se confirmaram”, afirmou Paulo Simões.
O Presidente do Conselho Regional do Sul admitiu ainda que se trata de uma “situação muito complicada”, tendo também em conta que o novo conselho de administração do hospital tomou posse recentemente, o que faz com que necessite de “algum tempo para poder tentar encontrar uma solução”.
Após ao encontro de hoje com os cirurgiões e com a administração, Paulo Simões reconheceu que a situação está “num impasse”, o que gera preocupação da Ordem com a segurança dos utentes.
Perante isso, Paulo Simões apelou para uma “solução de compromisso” urgente entre as partes, alegando também que esta situação “está a contaminar o próprio hospital”, já com reflexos na medicina interna.
"Procure-se encontrar uma solução dentro do que é possível e legal para se resolver essa situação. Se saírem os oito elementos que estão a ameaçar sair, o serviço, com oito pessoas, não consegue assegurar a sua função”, admitiu.
No início do mês, o conselho de administração do Hospital Fernando Fonseca assegurou, em comunicado, que a “indisponibilidade” por parte dos médicos não punha em causa os “cuidados de saúde inadiáveis” aos utentes.

19 de julho de 2023

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