Os médicos internos da Sub-região de Évora tiveram a sua sessão de receção pelo Conselho Sub-regional respetivo, que juntou jovens médicos e dirigentes, na Pousada do Convento de Arraiolos, no dia 23 de março.
O anfitrião da sessão foi o presidente do Conselho Sub-regional, Fernando Almeida, que sublinhou as vantagens de fazer o internato no Alentejo e sublinhou as dificuldades que se vivem.
O dirigente lamentou que os novos internos começassem o seu internato num momento pouco favorável quer para o país, quer para a área da Saúde. "É com esta realidade, porventura pouco animadora, que vão iniciar uma nova fase da vossa vida profissional", disse, dirigindo-se aos presentes.
Contudo, Fernando Almeida considerou que mesmo "num SNS agónico, sem rumo, dirigido segundo os arrufos e os caprichos de um poder político que, manifestamente, se mostra incompetente na sua organização e gestão", pode ser encontrado "um estímulo à mudança".
Para o presidente do Conselho Sub-regional de Évora, a mudança deve ser "na exigência" em vários aspetos, a de "melhores condições de trabalho para os médicos", mas também , no "atendimento dos utentes" e, até, na de "os médicos serem ouvidos pelas estruturas dirigentes". tudo isto, de acordo com Fernando Almeida, que invocou "os padrões deontológicos" da profissão", pode conduzir "a uma medicina mais eficiente e mais humana".
O presidente do Conselho Regional do Sul marcou presença na sessão e falou aos internos sobre a necessidade de encarar algumas mudanças no processo de formação e de carreira dos médicos, nomeadamente a introdução de um modelo de "certificação", que considera "algo incontornável" no futuro.
O orador convidado para a receção aos internos foi Ricardo Mexia, presidente do Colégio de Saúde Pública, que abordou a diversidade de aspetos que podem conduzir a uma boa escolha da especialidade e também do local de formação.
A sessão contou com o apoio da Câmara Municipal de Arraiolos, cuja vereadora Ana Tomaz encerrou as intervenções, antes de um jantar convívio.