A segunda edição do ESPANTO – Festival Internacional de Filosofia, que decorre desde 13 de junho e se prolonga até dia 28, retoma hoje, dia 25, a sua programação. O evento reúne alguns dos mais reconhecidos pensadores nacionais e internacionais e propõe uma vasta e densa reflexão sobre o DESEJO.
A organização do Festival Internacional de Filosofia promove o evento, com base nessa reflexão sobre o desejo, refere no seu site:
“Quem deseja atua de uma certa maneira, sente de uma certa maneira, pensa de uma certa maneira. Só depois de compreendermos a natureza profunda do Desejo podemos verdadeiramente entrar nalgumas das problemáticas que o cercam: o prazer, o bem e o mal, a ação, a força, a permanência e a contingência, o poder e a submissão, a liberdade, a economia, a arte e o conhecimento.
O desejo atravessa a existência individual moldando também as grandes dinâmicas coletivas: a aventura da tecnociência, o império crescente do consumo e as reviravoltas contemporâneas da geopolítica não são fenómenos isolados, mas estão intimamente ligados a ele.
O desejo é apetite, coragem, vontade, aspiração de preencher um vazio existencial. Ele constitui a própria essência da vida: vontade cega e incessante, força vital, vontade de poder, repetição cíclica de prazeres que acalmam a falha original. Ele expressa-se tanto como líbido, reconhecimento de si através do outro, quanto como potência criadora. O desejo transcende-se a si mesmo e, nesse próprio movimento, o Homo Sapiens não cessa de se construir.”
O festival promove debates sobre aspetos como prazer, poder, liberdade, economia, arte e conhecimento, contando ainda com uma novidade: o ESPANTO OFF, que permitirá ao público marcar encontros gratuitos com filósofos para discutir questões e ideias.
Nesta fase final, o festival oferece momentos de grande relevância. A 25 de junho, no Centro Cultural de Cascais, realiza-se o jantar-debate In Vino Veritas, que contará com a participação de Gonçalo M. Tavares e Viriato Soromenho-Marques.
No dia 26 de junho, o Auditório do Centro Cultural recebe a "Manhã" e a "Tarde da Filosofia". Entre os destaques estão as lições de: Gilles Lipovetsky sobre o desejo de possuir e de ser; Onésimo Teotónio Almeida sobre a arte de manter o desejo "nos carris"; Maria Luísa Ribeiro Ferreira e Samantha Rose Hill, abordando Espinosa e a transcendência.
A noite encerra na Cidadela de Cascais com o sociólogo Didier Eribon, que apresentará "O Enigma da Chegada", seguido de uma conversa com Cynthia Cruz.
Os dias 27 e 28 de junho serão centrados na Casa das Histórias Paula Rego. O programa inclui palestras de Minna Salami (teoria cronofeminista), Richard Shusterman (desejo erótico) e Sebastian Sunday Grève (relação com as máquinas). Um dos momentos altos será a representação de excertos da peça Hamlet, da Palco 13, com encenação de Marco Medeiros.
O festival termina no domingo, dia 28, com uma homenagem a Viriato Soromenho-Marques, que proferirá a palestra de encerramento sobre os paradoxos do desejo entre a utopia e a distopia.
Paralelamente às sessões pagas, os Jardins da Casa das Histórias acolhem as Ágoras, espaços de acesso livre onde o público pode conversar diretamente com filósofos. As famílias têm também um programa dedicado com contos encenados e clubes de perguntas para crianças curados por Joana Rita Sousa.
Consulte a agenda detalhada e adquirir bilhetes para as sessões em auditório no site oficial do festival aqui.