Novo modelo é responsabilidade da ACSS

Novo modelo é responsabilidade da ACSS

O novo modelo de escolha da especialidade para os novos médicos é da total responsabilidade da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), explicou o presidente do Conselho Regional do Sul, Paulo Simões, na sessão de abertura do Mostrem 2026, que decorreu no dia 15 de setembro, em Lisboa.

A sessão realizou-se no primeiro dia de trabalhos da mostra de especialidades médicas (Mostrem), organizada pelo Conselho Nacional do Médico Interno (CNMI), e contou com intervenções do presidente do Conselho Regional do Sul, Paulo Simões, da presidente do Conselho Nacional do Médico Interno, Catarina Dourado, e uma mensagem em vídeo gravada pelo Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes.

Coube a Paulo Simões a derradeira intervenção na sessão de abertura, que se realizou, tal como o resto dos trabalhos que se prolongaram por mais um dia, no auditório da Região do Sul da Ordem dos Médicos.

O presidente do Conselho Regional do Sul, que sublinhou a importância do Mostrem para apoiar uma opção informada, referiu-se também ao novo modelo de escolha de especialidade que a ACSS está a usar agora, cuja responsabilidade remeteu completamente para a esfera do Ministério da Saúde, negando que a Ordem tenha sido responsável pela decisão ou pela criação desta nova solução.

“Houve um período de experiência que foi partilhado, nomeadamente com membros do Conselho Nacional do Médico Interno, mas surpreendeu-me começar a ouvir falar quase como se isto fosse uma iniciativa da Ordem; mas não é, é uma iniciativa da ACSS”, sublinhou.

O presidente do Conselho Regional do Sul considerou que o novo modelo de escolha decorreu de “uma opção muito atabalhoada”, referido que “poderia ter sido programada com mais tempo e feita de outra maneira”.

“O que vai mudar é o facto de terem de escolher previamente e tentarem adivinhar o que vai acontecer previamente e, depois, quem escolher, escolheu. Ao contrário do que acontecia antes em que até ao momento da escolha final podíamos ajustar”, reforçou.

Mas, independentemente da escolha e dos diferentes modelos, “não há uma especialidade certa, há várias especialidades que nos podem fazer felizes”, disse, dirigindo-se a mais de uma centena de médicos que lotavam o auditório.

No final, concluiu com um conselho: “Nós podemos seguir vários percursos, mas aquilo que vamos fazer da vida vai depender muito mais de nós do que dos outros”.

15 de setembro de 2026

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